Miami/EUA – A Red Bull desembarca no GP de Miami pressionada: depois de três etapas distantes do pódio, o RB22 carrega até 10 kg além do mínimo regulamentar, problema que ameaça o bi de Construtores e deixa Max Verstappen apenas em 9º no Mundial.
- Em resumo: Equipe tenta cortar peso e ganhar downforce para reagir já neste fim de semana.
Por que os 10 kg viraram pesadelo
Cada quilo extra custa, em média, 0,035 s por volta, segundo cálculo padrão da FIA. No traçado de 5,4 km de Miami, isso pode significar até 0,3 s – diferença suficiente para tirar um carro da Q3.
Para recuperar terreno, o departamento liderado por Laurent Mekies levou peças em fibra de carbono mais finas e ajustou a gestão de energia do novo motor próprio, introduzido em 2025.
“O RB22 estaria entre 9 e 10 quilos acima do mínimo”, revelou o portal internacional RacingNews365.
Contexto: do domínio ao sufoco em três corridas
Após anos de hegemonia, a Red Bull iniciou 2025 com 12 pontos de Verstappen e 4 de Isack Hadjar, ficando atrás de Haas e Alpine. A pausa forçada de abril, provocada pelo cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, deu fôlego para a fábrica corrigir falhas aerodinâmicas sem violar o limite orçamentário.
Historicamente, pacotes de atualização lançados no primeiro terço da temporada rendem salto médio de 0,2 s a 0,4 s, de acordo com levantamento feito pela consultoria Motorsport Insight com dados de 2019 a 2023. Se repetir a estatística, a Red Bull volta a brigar pela zona de pódio ainda na etapa de Montreal, em junho.
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