Grove, Reino Unido – A Williams está usando cada hora da pausa de abril para enxugar o FW48 e entregar um pacote de atualizações crucial no GP de Miami, tentativa decisiva de recuperar terreno na Fórmula 1 2026 após três corridas aquém do esperado.
- Em resumo: Carro acima do peso drena desempenho, e nova aerodinâmica chega somente em Miami.
Entenda o desafio do peso extra
O FW48 largou a temporada com quilos a mais do que o mínimo exigido pelo regulamento (798 kg). Na prática, cada 10 kg representam cerca de 0,3 s por volta — diferença suficiente para empurrar o time para o fim do pelotão. Para driblar o problema, a equipe aposta em materiais mais leves, tendência já identificada em estudo da Anfavea sobre redução de massa veicular.
A desvantagem se agravou porque a Williams não participou dos testes privados em Barcelona, perdendo dados valiosos de acerto. Segundo engenheiros, o atraso no cronograma adicionou semanas de desenvolvimento justamente na fase em que rivais já validavam peças novas.
“Há tanta bagagem no carro que o avanço não virá da noite para o dia”, avaliou Alexander Albon, no podcast The Fast And The Curious.
Cronograma de melhorias e impacto na temporada
O pacote de Miami inclui novo assoalho, revisão de suspensão traseira e dieta severa em componentes estruturais. A meta é recolocar a Williams na briga do meio do grid e, nas palavras de James Vowles, “voltar com o pé direito” após a pausa.
Historicamente, equipes que trazem grandes atualizações no primeiro terço do campeonato conseguem saltar até três posições na classificação de construtores. Em 2025, a própria Williams subiu de 9º para 7º depois de ganhar 0,6 s por volta com mudanças semelhantes. Caso o ganho atual seja próximo, Albon e seu companheiro podem voltar a pontuar regularmente ainda no verão europeu.
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Crédito da imagem: XPB Images