Cascavel (PR) – Após serem excluídos da etapa anterior por uso de pneus não lacrados, os pilotos da Shell chegam ao Autódromo Zilmar Beux determinados a virar a página e retomar a briga pela liderança da Copa Truck 2026.
- Em resumo: Felipe e Nic Giaffone precisam de pódio para apagar a polêmica dos pneus e manter vivo o sonho do título.
Por que a etapa de Cascavel virou decisiva
A punição em Santa Cruz do Sul derrubou Felipe para o 5º lugar na classe Pró (40 pts) e Nic para o 4º na Elite (46 pts). A corrida deste domingo, às 12h10, com transmissão ao vivo pela Band, virou confronto direto com rivais que aproveitaram a brecha na tabela. Segundo dados da Fenabrave, o mercado de veículos pesados teve alta de 16 % no 1º trimestre, o que aumenta a visibilidade da categoria para montadoras e patrocinadores.
Neste contexto, a Shell aposta em atualizações de chassi e eletrônica para enfrentar o traçado de 3.058 m, famoso pelas retas longas que exigem refrigeração extra dos freios.
“Queremos voltar a ser competitivos e brigar pela ponta; Cascavel é uma das pistas mais bacanas do calendário”, afirmou Felipe Giaffone.
Regulamento, pressão psicológica e fator casa
Desde 2017, quando a Copa Truck substituiu a antiga Fórmula Truck, o regulamento prevê pesagem, lacre de pneus e limite de 160 km/h em reta para equalizar a disputa. A violação flagrada na etapa gaúcha custou 58 pontos somados ao time, algo inédito na curta história da equipe.
Agora, além da dupla Giaffone, a torcida local deposita esperança em Jaidson Zini, paranaense que corre “em casa” e mira o primeiro pódio do ano. A presença de familiares deve impulsionar o piloto, repetindo o bom ritmo mostrado em 2025, quando as ultrapassagens em Cascavel chegaram a 27 em apenas duas baterias, um recorde para a pista.
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