Cagliari, Itália – Em uma das semanas mais geladas do circuito principal, o Challenger 175 de Cagliari virou aquecimento premium para nomes de peso. Matteo Berrettini sobreviveu a quase três horas de drama, enquanto Hubert Hurkacz passeou na estreia, cravando vaga nas oitavas de final e mantendo a corrida por 175 pontos no ranking vivo.
- Em resumo: Berrettini salvou quebra no set decisivo e superou Kypson; Hurkacz perdeu só cinco games no primeiro set e fechou em dois.
Virada dramática de Berrettini: entenda a maratona
O romano, ex-número 6 do mundo, saiu atrás no set final, mas reagiu para derrubar o norte-americano Patrick Kypson por 6-4, 6-7(5) e 7-6(5). O triunfo recoloca Berrettini frente a frente com o argentino Mariano Navone, cabeça 1 do torneio. Segundo a ATP Tour, eventos de nível 175 distribuem a mesma pontuação de quartas de final de um ATP 250, crucial para quem busca retomar posições perdidas por lesões.
Aos 30 acertos vencedores, o italiano somou 11 aces, marca que lembra o saque potente que o levou à final de Wimbledon em 2021. Mais do que uma simples vitória, o jogo de 2h58min testou fôlego e confiança após a eliminação precoce em Madri.
“The Hammer moves on”, postou a conta oficial do ATP Challenger ao celebrar a reviravolta de Berrettini em Cagliari.
Hurkacz impõe autoridade e mira duelo indefinido
Do outro lado da chave, Hurkacz gastou apenas 1h24min para despachar o norte-americano Zachary Svajda por 6-2 e 7-6(8). O polonês, dono do saque mais veloz da temporada (235 km/h em Miami, de acordo com a ATP), aguarda o vencedor de Emilio Nava x Damir Dzumhur.
Além de prêmio em dinheiro superior a US$ 200 mil, o Challenger 175 tornou-se rota estratégica para jogadores top 30 que caem cedo em Masters 1000. Em 2023, 6 dos 10 campeões deste nível saltaram, em média, 11 posições no ranking na semana seguinte, mostram dados compilados pelo site Tennis Abstract.
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