Miami, EUA – A poucos dias do GP de Miami, a Honda confirmou que o propulsor da Aston Martin ainda sofre com fortes vibrações, um ponto que pode comprometer a confiabilidade do carro e, em última instância, a segurança dos pilotos.
- Em resumo: Equipe terá nova solução, mas impacto de desempenho só deve aparecer nas próximas etapas.
Por que as vibrações assustam a equipe
O problema ganhou corpo após o GP do Japão, quando sensores apontaram picos acima do limite recomendado para a unidade de potência. Desde então, um chassi foi mantido no centro de P&D em Sakura para testes contínuos. De acordo com a Fórmula 1, falhas crônicas de vibração podem reduzir a vida útil do motor em até 15%.
O chefe de engenharia de pista, Shintaro Orihara, explicou que as novas peças estreiam na Flórida, mas sem prometer ganhos imediatos de velocidade ou potência.
“Foi um período intenso de simulações e bancada. A prioridade é fiabilidade; performance virá em seguida”, afirmou Orihara.
Impacto no campeonato e nos pilotos
Fernando Alonso e Lance Stroll já perderam sessões de pista em 2026 por cautela, algo que custou pontos valiosos ao time britânico. Pelas regras da FIA, cada carro tem direito a apenas três motores completos por temporada; estourar esse limite gera punição no grid. Em 2025, 18% das penalidades na F1 foram ligadas à troca extra de componentes, segundo relatório anual da federação.
Analistas lembram que a Aston Martin ocupa hoje a quarta posição no Mundial de Construtores. Qualquer abandono forçado por quebra pode facilitar a aproximação de rivais diretos como McLaren ou Mercedes, que vêm evoluindo rapidamente.
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