SÃO PAULO - O lutador de jiu-jitsu Mica Galvão quebrou o silêncio nesta terça-feira (28) após a prisão temporária de 30 dias do pai, o treinador Melqui Galvão, de 47 anos, suspeito de crimes sexuais contra menores. Em nota pública, o atleta separou o afeto familiar da responsabilidade civil e pediu que a Justiça investigue “com seriedade” as denúncias.
- Em resumo: Mica reconhece o legado do pai no esporte, mas diz ser “inegociável” combater violência contra crianças.
Filho, atleta e cidadão: a difícil equação
Em postagem no Instagram, o multicampeão relembrou que foi Melqui quem o colocou no tatame ainda criança e moldou sua carreira. Apesar disso, Mica afirmou que o cumprimento da lei deve prevalecer diante das alegações de estupro de vulnerável, importunação sexual e ameaça.
Ele reiterou repúdio a qualquer forma de assédio, reforçando que seguirá treinando a equipe BJJ College enquanto o caso corre na Justiça.
“Meu amor e minha gratidão pelo meu pai são reais, mas a verdade precisa vir à tona e a Justiça deve cumprir seu papel.” – Mica Galvão
Por que o caso repercute além dos tatames?
O episódio ganhou força porque envolve uma referência internacional do jiu-jitsu. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, 74.930 casos de estupro foram registrados em 2022; 74% das vítimas tinham até 17 anos, mostrando a gravidade desse tipo de crime no país.
A prisão de um treinador de elite acende alerta em academias sobre protocolos de proteção a menores. Especialistas lembram que a Lei 13.431/2017 determina escuta especializada e atendimento humanizado às vítimas, prática que deve ser seguida em eventuais depoimentos.
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