Rio de Janeiro/RJ – Um mês após o card que reuniu estrelas do UFC e celebridades no Hype FC, lutadores brasileiros seguem sem receber as bolsas acertadas, e acusam a organização de descumprir três prazos sucessivos de pagamento.
- Em resumo: Cachês seguem pendentes desde 11 de março, gerando suspeita de calote entre atletas de boxe sem luvas.
Promessa quebrada e prazos em efeito dominó
De acordo com apuração do portal Super Lutas, dirigentes do Hype FC garantiram inicialmente que o depósito seria feito 30 dias após a noite de lutas. A data mudou para 29 de abril e, depois, para 15 de maio – todos sem sucesso. O vaivém revoltou nomes como Paulo “Ceará” e Luan “Mão de Pedra”, que chegaram a expor o impasse nas redes, mas deletaram as postagens.
Casos de não pagamento em eventos esportivos costumam terminar na Justiça. Segundo relatório da Febraban, reclamações envolvendo acordos não honrados cresceram 28 % no Brasil em 2023, e o segmento de entretenimento é um dos mais citados.
“Representantes do Hype FC prometeram pagar as bolsas um mês após o show, prazo que já foi prorrogado duas vezes.” – investigação do Super Lutas
Impacto para a carreira dos lutadores
Além do prejuízo financeiro imediato, o atraso impede que atletas arquem com treinos e consultas médicas, comprometendo a preparação para futuros contratos. O boxe sem luvas, ainda sem federação oficial no país, carece de mecanismos de garantia, o que dificulta ações de cobrança.
O Hype FC, sediado na Europa, apostou alto na estreia carioca: Arman Tsarukyan finalizou Mohammad Mokaev na luta principal de grappling, e o brasileiro Jean Silva empatou com Bryce Mitchell. A noite contou ainda com Valter Walker no anúncio do card e Carlos Prates como mestre de cerimônias, reforçando a vitrine internacional. Mesmo assim, a organização não respondeu às solicitações de esclarecimento encaminhadas pela reportagem.
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Crédito da imagem: Divulgação