Sakura, Japão - Depois de um início de campeonato turbulento, a Aston Martin decidiu manter um dos AMR26 nas instalações da Honda para testes estáticos, tentando conter as vibrações que já quebraram baterias e provocaram dormência em Fernando Alonso na China.
- Em resumo: AMR26 fica no Japão para tentar eliminar vibrações antes do Sprint em Miami.
Como as vibrações travaram o AMR26
O problema, sentido desde os testes no Bahrein, transformou o chassi em uma verdadeira “câmara de ressonância”. Engenheiros de Silverstone e de Sakura identificaram que o próprio carro amplifica o fenômeno gerado pela unidade de potência Honda, criando ondas que danificam componentes vitais.
Segundo estimativas da Fipe, falhas de confiabilidade podem elevar em até 15% os custos operacionais por temporada em projetos de alto desempenho, pressionando o orçamento restrito pelo teto financeiro da F1.
“Depois daquela corrida, aproveitamos a oportunidade para manter um dos carros AMR26 no local para testes estáticos adicionais em Sakura, concentrando nossos esforços na redução das vibrações e, assim, no aumento da confiabilidade”, declarou Shintaro Orihara, gerente geral da Honda F1 na pista.
Por que o tempo corre contra a equipe
O próximo desafio já tem data e complicador: o GP de Miami será o primeiro fim de semana quente do ano e em formato Sprint, com apenas 90 minutos de treino livre. Sob temperaturas elevadas, qualquer vibração extra pode agravar o controle térmico da unidade de potência.
Além disso, a transmissão exclusiva para o Brasil em Band | Max aumenta a visibilidade — e a pressão — para apresentar resultados rápidos. Históricos da era híbrida mostram que falhas crônicas raramente se resolvem em menos de três etapas, mas cada ponto perdido agora faz diferença num campeonato de 24 corridas.
O que você acha? A Aston Martin conseguirá domar as vibrações antes de Miami ou corre risco de repetir os abandonos? Para mais notícias do mundo automotivo, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação