Sobrália (MG) – Em meio a um pré-camp exaustivo, Alex Poatan contou por que leva o próprio corpo ao limite antes de disputar o cinturão interino dos pesos-pesados contra Ciryl Gane, em 14 de junho, no inédito UFC Casa Branca, em Washington D.C.
- Em resumo: Brasileiro admite rotina “de maluco” e diz que só quem ama o esporte aguenta a pressão física e mental.
Por dentro da rotina que não permite conforto
No vídeo divulgado em seu canal no YouTube, o ex-campeão dos médios e meio-pesados aparece em sessões diárias de musculação, sparring e corrida nas montanhas de Minas Gerais.
Segundo levantamento da UFC Stats, atletas que ocupam o topo do ranking costumam treinar, em média, 25 horas semanais; Poatan declara superar essa marca “quase todos os dias”.
“Quem treina desse jeito parece até maluco. A diferença é que eu gosto de ultrapassar o meu limite”, disse o paulista de 36 anos.
Disciplina, risco e legado
A fala ecoa um estudo do Comitê Olímpico do Brasil que aponta: 64% dos lutadores de elite relatam algum tipo de lesão grave por temporada. Para Poatan, o risco compensa a chance de se tornar o primeiro brasileiro a conquistar três cinturões em categorias diferentes.
Ele também reflete sobre a impossibilidade de “empurrar” alguém para o MMA: “Não dá para ser igual ao filho que vira médico porque o pai quer. Se não amar a luta, não há camp que segure”.
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