Miami, EUA - Sob previsão de temporais para o fim de semana, a Fórmula 1 avalia autorizar ajustes nos carros mesmo após o fechamento do ‘Parque Fechado’, medida raríssima que pode redefinir a estratégia das equipes no Grande Prêmio de Miami.
- Em resumo: chuva intensa pode suspender uma das três zonas de velocidade reta e liberar mudanças na altura dianteira dos carros.
Por que a exceção é tão incomum?
Desde 2003, o Parc Fermé impede alterações entre a classificação e a largada, garantindo condições iguais para todos. Só em cenários extremos a FIA abre exceções — a última mudança semelhante ocorreu no GP da Turquia de 2020, quando a pista recém-asfaltada ficou escorregadia sob chuva, segundo o regulamento oficial da FIA.
Desta vez, o gatilho é a segunda zona de modo de reta: se ela for desativada para evitar aquaplanagem, as equipes poderão subir a dianteira dos carros e evitar o efeito “prancha”, que aumenta o risco de perda de controle em alta velocidade.
“Se a pista ficar molhada, não há aderência suficiente para manter a zona aberta. A segurança vem primeiro”, admitiu um engenheiro consultado pela organização.
Impacto tático e números da tempestade
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA prevê até 50 mm de chuva no sábado, com rajadas de 40 km/h. Em 2023, corridas molhadas representaram 14% do calendário, mas geraram 31% dos abandonos, de acordo com levantamento da Pirelli.
Ao permitir mudanças na altura, as equipes ganham margem para equilibrar o carro sem sacrificar velocidade. Quem acertar esse compromisso pode repetir feitos como o da McLaren em Silverstone 2023, quando um ajuste de asa durante bandeira vermelha rendeu pódio inesperado.
O que você acha? Medidas de segurança justificam abrir mão da rigidez do regulamento? Para acompanhar outras novidades do mundo automotivo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação