Washington D.C., EUA - O brasileiro Alex Poatan encara em 14 de junho o francês Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos-pesados no UFC Casa Branca e já identificou o “calcanhar de Aquiles” que pode decidir a luta: a velocidade incomum do rival para alguém de 120 kg.
- Em resumo: Poatan diz que a mobilidade de Gane “não é normal” e monta camp especial para neutralizá-la.
Entenda por que a mobilidade de Gane preocupa
Com 10 vitórias em 13 aparições no Ultimate, Gane construiu fama de striker ágil, somando seis nocautes e estatísticas de movimentação superiores à média dos pesados, segundo dados oficiais do UFC Stats.
Poatan, que já reinou nos médios e meio-pesados, reconhece que precisará cortar ângulos com precisão cirúrgica para evitar pontuações de longa distância do francês. Para isso, o paulista transferirá a última fase de preparação para os Estados Unidos nesta semana, após pré-camp em Sobrália (MG) e ajustes finais em São Paulo.
“O que mais me chama atenção é a movimentação dele, que não é normal para um peso-pesado. Mas estou preparado para lidar com isso”, afirmou o brasileiro em entrevista ao site oficial do UFC.
Tricampeão inédito? O que está em jogo
Caso vença, Poatan será o primeiro atleta da companhia a levantar cinturões em três divisões diferentes – marca alcançada por menos de 1% dos lutadores nas grandes organizações de MMA, de acordo com um levantamento histórico da MMA Fighting.
O feito pode revolucionar o topo da categoria, hoje aguardando a volta de Jon Jones. Enquanto isso, Gane tenta seu segundo título interino após derrota para o próprio Jones em 2023, cenário que adiciona pressão e narrativa de revanche indireta ao confronto.
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