Madrid/Espanha – Embalada por uma impressionante sequência de 11 triunfos, a ucraniana Marta Kostyuk carimbou nesta quinta-feira (2) sua primeira presença em uma final de WTA 1000, ao superar Anastasia Potapova na Caixa Mágica.
- Em resumo: vitória por 6-2, 1-6, 6-1 garante Kostyuk na decisão de Madrid contra a top 10 Mirra Andreeva.
Da série invicta ao duelo que vale o troféu
Campeã em Rouen na semana passada, Kostyuk confirmou o melhor momento da carreira ao despachar Potapova em apenas 1h34min. A 23.ª do ranking alternou agressividade com devoluções profundas para abrir 6-2 logo no set inicial, cedeu o segundo por 1-6, mas reagiu com um dominante 6-1 que manteve intacta a série invicta iniciada na França. Segundo a WTA, trata-se da segunda maior sequência ativa no circuito feminino.
Do outro lado da rede na final estará a russa Mirra Andreeva, 17 anos, n.º 8 do mundo, a quem Kostyuk venceu no único confronto anterior, em Brisbane, no começo da temporada.
“Kostyuk precisou de apenas 28 minutos para fechar o set decisivo e garantir vaga inédita na final de um WTA 1000.” – Estatísticas oficiais do torneio
Por que o feito entra para a história da Ucrânia
Desde que os torneios WTA 1000 foram criados, apenas duas ucranianas levantaram o troféu – Elina Svitolina (5 vezes) e Lesia Tsurenko (1). Caso vença em Madrid, Kostyuk será a terceira representante do país a conquistar um título dessa categoria e a primeira a fazê-lo antes dos 22 anos.
A decisão também coloca frente a frente atletas de nações envolvidas em tensão geopolítica, cenário que já provocou apertos de mão evitados e protestos silenciosos em quadra. A própria Kostyuk, que doou parte dos prêmios ao exército ucraniano, evita contato com rivais russas desde 2022.
Em termos de pontos, a campeã levará 1000 pontos no ranking e pouco mais de € 963 mil. Para Kostyuk, isso significaria salto provisório para o top 15, melhor marca da carreira.
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