Miami, EUA - A poucos dias do GP de Miami, a Fórmula 1 estreia ajustes técnicos que diminuem a energia de recuperação dos carros, e os pilotos admitem que só descobrirão o real efeito quando as luzes se apagarem.
- Em resumo: Nova regra corta 1 MJ do sistema híbrido e amplia o “superclipping” para 350 kW.
Por que a FIA mudou as regras às pressas?
A federação reagiu a reclamações de instabilidade aerodinâmica vistas nas primeiras etapas de 2026. Depois de reuniões com pilotos e engenheiros, ficou definido que a energia do MGU-K cairá de 8 MJ para 7 MJ, medida que, na prática, limita arrancadas e ultrapassagens.
Esse corte de 12,5 % faz parte de um pacote que também eleva o teto de potência instantânea — o chamado “superclipping” — para 350 kW. Segundo dados da Tabela Fipe, mesmo veículos híbridos de rua operam com margens bem menores, o que mostra a agressividade do desempenho dos F1.
“É bom saber que fomos ouvidos, mas é difícil mudar tudo de ponta-cabeça”, disse Liam Lawson, da Racing Bulls.
Impacto na pista e no campeonato
Simulações indicam que as retas de Miami podem ficar até 0,3 s mais lentas, enquanto curvas de baixa terão ganho de estabilidade. Na prática, quem otimizar a gestão elétrica pode salvar pontos preciosos em um campeonato que, em 2025, foi decidido por apenas 7 unidades.
Especialistas lembram que o último corte súbito de potência, em 2014, coincidiu com aumento de 18 % nas quebras de motor. A estatística reforça a preocupação de Lawson e de outros novatos — quase todos ainda lutando por contratos permanentes em 2027.
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