Londres - A Fórmula 1 corre contra o relógio para decidir, até setembro, se os GPs do Catar (29/11) e de Abu Dhabi (6/12) permanecerão no calendário de 2026. Mesmo com cessar-fogo no Oriente Médio, a categoria estuda cenários de cancelamento e enfrenta um quebra-cabeça logístico sem precedentes.
- Em resumo: Stefano Domenicali admite que remarcar dois eventos no fim do ano é “muito difícil” dada a agenda de 24 corridas.
Entenda o impasse e as possíveis saídas
Em entrevista à Class CNBC, Domenicali revelou que a organização trabalha com “planos B” caso a tensão regional inviabilize as etapas. Segundo o site italiano AutoRacer.it, a decisão batida deve sair após o GP de Baku, último compromisso europeu. Já se fala em encaixar o Bahrein logo depois do Azerbaijão e deslocar Jeddah para uma maratona de quatro provas que começaria em Las Vegas — projeção que elevaria ainda mais o desgaste logístico de equipes e fornecedores.
De acordo com a Federação Internacional de Automobilismo, a temporada de 2026 tende a repetir o recorde de 24 corridas, o que já exige transporte de aproximadamente 1.400 toneladas de equipamento por ano.
“Nosso calendário já é muito cheio. Talvez consigamos remarcar uma [das provas], mas duas é muito difícil”, disse Stefano Domenicali à Bloomberg.
Por que a reconfiguração é tão complexa?
Além do volume de etapas, o Oriente Médio costuma fechar a temporada por oferecer clima estável em dezembro e pacotes financeiros robustos: estimativas da Forbes apontam que os contratos de Catar e Abu Dhabi giram em torno de US$ 55 milhões anuais cada. Perder essas corridas impactaria diretamente a receita dos times — 25% dos repasses de premiação vêm da taxa de promoção de GPs.
Outro desafio é a proximidade com a introdução dos novos motores híbridos de 2026. Equipes contam cada dia de pista para validar unidades de potência e, sem espaço no calendário, qualquer remanejamento pode comprometer a preparação técnica.
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