Madrid, Espanha - A caminho de sua primeira semifinal de Masters 1000, o belga Alexander Blockx revelou que não trabalha mais com Philippe Cassiers, treinador que o acompanhava desde a infância. A decisão, tomada a poucos dias do confronto contra Alexander Zverev, muda a rota do atleta no circuito e levanta dúvidas sobre sua preparação imediata.
- Em resumo: Blockx encerrou parceria de 16 anos e encara Zverev nesta sexta, no Masters 1000 de Madrid.
O rompimento inesperado e o desafio contra Zverev
Cassiers foi o responsável por lapidar o talento de Blockx desde as categorias de base. Ao assumir o protagonismo sozinho, o belga de 19 anos chega à penúltima fase de um torneio que, segundo dados oficiais da ATP, reúne regularmente mais de 20 jogadores do top-30 mundial.
Analistas enxergam dois cenários: a liberdade estratégica pode surpreender Zverev, mas a ausência de um técnico fixo tende a pesar em momentos de alta pressão – algo recorrente em partidas decisivas no saibro de Madrid.
“Blockx está a viver um autêntico conto de fadas na capital espanhola”.
Por que a ruptura importa para o tênis belga
A Bélgica não vê um semifinalista de Masters 1000 desde David Goffin em Monte Carlo 2021. O desempenho de Blockx, portanto, pode reacender investimentos federativos em programas de base, congelados após a pandemia.
Além disso, a Federação Internacional de Tênis (ITF) recomenda que jovens profissionais tenham equipe multidisciplinar consolidada até os 20 anos para reduzir o risco de lesões por sobrecarga. Sem Cassiers, Blockx precisará reorganizar fisioterapeuta, preparador físico e analista de vídeo ainda durante a temporada de saibro europeu.
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