Madri, Espanha – A espanhola Paula Badosa, ex-vice-líder do ranking mundial e agora fora do top 100, admitiu que talvez nem viaje para Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, por sentir-se “sem forças” após um ano marcado por lesões.
- Em resumo: queda brusca no ranking e desgaste mental fazem Badosa cogitar desistência de Paris.
Das quadras ao limiar da exaustão
Com a 113ª colocação da WTA atualizada nesta semana segundo dados oficiais, Badosa precisa de convite ou disputar o qualifying para voltar a Roland Garros. A ex-número 2 confessa, porém, que o obstáculo agora é psicológico: depois de múltiplas lesões nas costas e na coxa, a rotina de viagens se tornou um fardo.
“Dependerá de eu ter forças”, reforçou a jogadora de 26 anos, cujo melhor resultado em Paris foi chegar às quartas em 2021.
“Não sei se vou. Estou me abrindo: é mais mental. Fisicamente sofri muito, mas levo alguém para todo lugar”, afirmou Badosa.
O peso de um ranking em queda livre
Ficar fora do top 100 tem consequências imediatas: a tenista perde entrada direta nos Grand Slams, cai em chaves mais duras e vê a receita de prêmios recuar – só Roland Garros distribuiu € 2,3 milhões à campeã de simples em 2023. Para recuperar terreno, Badosa teria de somar pontos em torneios menores, ampliando ainda mais a carga física numa temporada já saturada.
Segundo o Atlas da Violência, lesões crônicas representam até 34 % das desistências femininas em esportes de alto rendimento, sinal de que o desafio não é apenas técnico, mas também de saúde a longo prazo.
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