MADRID - Dois dias depois de reencontrar o algoz que o derrubou em Munique, Alexander Zverev protagonizou uma virada narrativa ao eliminar Flavio Cobolli e garantir vaga na semifinal do Masters 1000 de Madrid, resultado que o recoloca entre os favoritos ao título e sinaliza ajustes táticos decisivos.
- Em resumo: alemão acelerou ritmo desde o 1º ponto, foi agressivo e venceu o italiano sem permitir longas trocas.
Estratégia revista: agressividade desde o saque
O alemão de 27 anos confessou que entrou na quadra com um plano oposto ao adotado na Baviera há duas semanas. Ele aumentou a velocidade média dos golpes e buscou encurtar os ralis—medida que reduziu a margem de manobra de Cobolli. Segundo dados da ATP, Zverev registra 78% de pontos ganhos quando conecta o primeiro serviço em Madrid, um salto de 6 p.p. em relação à campanha em Munique.
O alemão também subiu à rede 18 vezes, vencendo 14 ocasiões, variação tática que fugiu do padrão de trocas longas no saibro e criou pressão psicológica sobre o italiano.
“A chave foi jogar mais rápido desde a primeira bola. Tentei ser muito mais agressivo do que em Munique e evitar trocas longas, lição que finalmente pus em prática.” — Alexander Zverev
Por que a vitória reacende a briga pelo título
Campeão em Madrid em 2018 e 2021, Zverev soma agora 21 vitórias no torneio—marca superada apenas por Rafael Nadal entre os atletas em atividade. O triunfo eleva sua confiança justamente às vésperas de Roland Garros, onde ainda persegue um troféu de Grand Slam.
Para especialistas, o ajuste estratégico mostra que o número 5 do ranking assimilou rapidamente o revés em solo alemão, algo raro em um circuito onde 33% das revanches ocorrem apenas meses depois, de acordo com levantamento interno da ATP.
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