Londres, Reino Unido – Em plena reavaliação de carreira, Emma Raducanu decidiu retomar, nesta semana, a colaboração com Andrew Richardson, o treinador que a guiou ao histórico título do US Open 2021.
- Em resumo: após cinco mudanças de técnico, a campeã retorna à fórmula que lhe rendeu o troféu em Nova Iorque.
Por que Richardson agora?
Desde que se separou de Richardson, Raducanu acumulou cinco treinadores em menos de quatro anos e viu seu ranking despencar do top 10 para fora do top 200, segundo dados oficiais da WTA. A falta de continuidade, apontam analistas, prejudicou a adaptação tática da jogadora de 23 anos.
Com o retorno, a britânica busca repetir a atmosfera “leve e ousada” que marcou sua campanha invicta de dez jogos no Slam norte-americano. Por ora, o contrato não é vitalício: o próprio staff admite tratar-se de um período-teste durante a pausa estendida da atleta no circuito.
“Emma sentiu que havia confiabilidade na comunicação com Andrew. É um projeto para recuperar consistência”, revelou uma fonte ligada à equipe.
O que mudou desde o US Open 2021
Além das trocas de comando, Raducanu enfrentou lesões recorrentes no punho e no tornozelo, que a afastaram de 11 torneios apenas em 2025. Em média, ela disputou 34% menos partidas por temporada em comparação a 2022, de acordo com levantamento da imprensa britânica.
No cenário feminino, ciclos longos de trabalho costumam render resultados: Iga Świątek, por exemplo, mantém o mesmo técnico desde 2016 e lidera o ranking há 100 semanas. A aposta de Raducanu segue essa lógica de estabilidade.
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