Marta Kostyuk — Ao erguer o troféu do Mutua Madrid Open, a ucraniana deixou de lado qualquer gesto de cortesia à russa Mirra Andreeva e encerrou a cerimônia com o grito patriótico “Glória à Ucrânia”.
- Em resumo: vitória histórica acompanhada de novo protesto contra atletas russas.
Título inédito, silêncio calculado
Kostyuk conquistou seu primeiro WTA 1000 sem sequer mencionar Andreeva na fala oficial. A atitude repetiu a ausência de aperto de mão e da foto conjunta na rede, marcas das tensões iniciadas desde a invasão russa à Ucrânia. De acordo com levantamento publicado pela ESPN Brasil, a ucraniana tem adotado esse protocolo desde 2022.
Na breve lista de agradecimentos, ela se limitou a citar “as adversárias da semana”, antes de soltar a frase em apoio ao seu país, ecoando a posição firme que mantém fora das quadras.
“It feels unbelievable to stand here right now. It took me many years to reach this point. One word I think about right now is consistency. It’s showing up every day, no matter how hard it is.”
Repercussão e legado de protesto
O gesto gerou aplausos da torcida espanhola, mas também evidenciou o abismo político que separa atletas ucranianas e russas no circuito. Desde o início da guerra, Kostyuk se tornou um dos rostos de maior visibilidade na denúncia do conflito dentro do cenário esportivo.
Historicamente, poucos campeões do torneio madrilenho levaram mensagens políticas ao pódio. O recado da tenista reforça um precedente que pode inspirar outras manifestações em etapas futuras do calendário.
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Crédito da imagem: Divulgação