Gabriel Bortoleto — No domingo (3), o piloto brasileiro da Audi converteu uma classificação desastrosa em uma corrida de recuperação que terminou com a 12ª colocação no turbulento GP de Miami de Fórmula 1.
- Em resumo: largou em 22º, evitou acidentes e recebeu a bandeira em 12º.
Caos na largada abriu caminho para a escalada
Bortoleto partiu praticamente do fim do grid, beneficiado apenas pela punição de Isack Hadjar. Logo na primeira volta, incidentes envolvendo Max Verstappen, Hadjar e Pierre Gasly acionaram o safety-car e comprimiram o pelotão. O brasileiro aproveitou para ganhar posições sem sequer ter de recorrer a estratégias arriscadas previstas no regulamento oficial da Fórmula 1.
Ao completar 10 voltas, quatro abandonos já haviam sido confirmados e o carro #5 aparecia em 14º. Mesmo com um pequeno dano na asa dianteira após toque com Sergio Pérez, manteve ritmo competitivo e ultrapassou Arvid Lindblad, iniciando a perseguição ao grupo do meio.
"Achamos que essa chuva leve deve durar cinco voltas".
Pit tardio e chuva à vista deram emoção extra
A aproximação da chuva embaralhou as contas dos boxes. Bortoleto e Fernando Alonso postergaram ao máximo o pit-stop, apostando que o asfalto ficaria molhado. Quando a água não veio na intensidade esperada, a Audi chamou seu piloto na volta 34 para colocar pneus duros, retornando em 13º.
Já na reta final, o brasileiro reduziu uma diferença superior a 3s para Esteban Ocon e, a dez voltas do fim, concretizou a ultrapassagem que garantiu o 12º lugar, cruzando a linha a pouco mais de 2s de Oliver Bearman.
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