Alexander Zverev — Abatido na decisão do Masters 1000 de Madrid, o número 3 do mundo reconheceu que não teve resposta para Jannik Sinner e, exausto, declarou que seria batido “por qualquer um” naquela tarde.
- Em resumo: Zverev culpa desgaste e jogo “terrível” pela derrota fulminante diante de Sinner.
Cansaço expõe vulnerabilidade do alemão
Após duas semanas de chave, Zverev contou que acumulou partidas noturnas, noites em claro e uma sensação constante de jet lag. Esse roteiro, segundo ele, minou a energia necessária para encarar o italiano — que, vale lembrar, empilhou cinco títulos seguidos de Masters 1000 e domina o circuito neste início de temporada. Em entrevista reproduzida pela ESPN Brasil, o alemão relatou que mal foi capaz de traçar uma estratégia competitiva.
Para o público, chamou atenção o contraste: enquanto Sinner manteve ritmo sufocante do primeiro ao último game, Zverev acumulou erros não forçados e jamais liderou o placar.
“Sinner é muito bom, claro, mas acho que hoje teria perdido contra qualquer um, para ser sincero. Acho que hoje joguei um jogo de ténis péssimo.”
Sinner dispara, rivais procuram respostas
O alemão admitiu também que a consistência do novo número 1 cria um fosso visível em relação aos demais. Para ele, há hoje dois blocos no topo: Sinner isolado e, num segundo nível, nomes como Alcaraz, Novak e ele próprio.
A fala ecoa uma preocupação crescente no circuito: sem oscilar, o italiano passa a colecionar marcas dominantes, algo que desperta comparações com eras recentes de hegemonia. Se for confirmada, a tendência pressiona adversários a repensarem calendários, treinos e até demandas por horários de jogo mais equilibrados em eventos de duas semanas.
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Crédito da imagem: Divulgação