Aston Martin — Após o GP de Miami, a escuderia britânica celebrou a primeira prova de 2026 com seus dois carros na bandeirada, mas o alívio pela confiabilidade expôs outro dilema: falta velocidade para voltar à briga por pontos.
- Em resumo: dupla completou a corrida, porém ficou apenas em P15 e P17.
Quebra zero: meta atingida, mas só metade do problema
Fernando Alonso e Lance Stroll chegaram ao fim das 57 voltas sem falhas mecânicas — feito inédito no ano e fruto de ajustes articulados com a Honda. Dados coletados em alta temperatura e piso abrasivo apontam redução das vibrações na unidade de potência, um dos calcanhares de Aquiles do AMR26, conforme confirmou o diretor Mike Krack em entrevista reproduzida pelo site oficial da Fórmula 1.
O avanço, no entanto, ainda não se traduz em performance consistente. Enquanto rivais diretos pontuaram, a Aston Martin deixou a pista da Flórida sem somar ao campeonato de construtores, cenário que evidencia a urgência por evolução aerodinâmica e acerto de pneus.
“É bom ver os dois carros terminando a corrida pela primeira vez na temporada. Ainda não estamos onde queremos, mas conseguimos coletar mais dados para analisar antes do Canadá”, afirmou Fernando Alonso.
Próximo desafio: extrair ritmo antes que o pelotão escape
Internamente, a ordem é direcionar recursos aos pacotes de atualização previstos para Montreal e Barcelona. O objetivo mínimo: retomar presença regular no top-10 ainda no primeiro terço do campeonato, evitando que a diferença para o meio do grid aumente a ponto de comprometer metas de pontuação anual.
Historicamente, a equipe costuma reagir com força no verão europeu, mas o quadro atual exige resposta antecipada. Falhar nisso pode significar voltar aos tempos em que terminar corridas era vitória simbólica, não estratégica.
O que você acha? A confiabilidade recém-conquistada será suficiente para impulsionar o ritmo do AMR26 nas próximas etapas? Para acompanhar mais análises de pista, acesse nossa editoria de esportes.
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