Melqui Galvão — Na última terça-feira (28), o renomado treinador de jiu-jitsu foi preso após denúncias de que teria assediado adolescentes sob sua tutela esportiva, abalando a comunidade de lutas.
- Em resumo: Vítimas relatam toques sem consentimento durante viagem e relação sexual quando a aluna tinha 14 anos.
Relatos detalhados chocam o jiu-jitsu
Duas ex-alunas contaram ao programa “Fantástico” que os primeiros abusos teriam ocorrido ainda na adolescência. Uma delas disse ter sido acordada durante trajeto para competição quando o faixa-preta colocou a mão dentro de sua blusa. O episódio, segundo ela, marcou o início de um padrão de assédio.
O caso reacendeu o debate sobre proteção de menores em academias de artes marciais, tema recorrente no site oficial do UFC, que costuma enfatizar códigos de conduta para treinadores.
“Ele colocou a mão dentro da minha blusa e foi a hora que eu acordei... eu fiquei com muito medo ali na hora. Eu acordei no susto.”
Áudio de 16 minutos aumenta pressão sobre o treinador
Após o primeiro relato chegar aos pais da jovem, Galvão enviou um áudio de 16 minutos tentando justificar a situação, o que, de acordo com a mãe, confirmou que o técnico “nunca viu a atleta como tal, mas com outros olhos”.
Outra ex-aluna contou que o treinador oferecia patrocínio para aproximar-se e, dois anos depois, a levou a um motel, onde teria induzido a relação sexual. Ela afirmou que colegas da academia sabiam e pediram para “deixar para trás”.
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