Sabalenka cogita boicote aos Grand Slams por premiação maior

Aryna Sabalenka — Na coletiva que antecede o WTA 1000 de Roma, a líder do ranking mundial sinalizou que pode boicotar os Grand Slams caso a distribuição de prêmios continue abaixo do que considera justo.

  • Em resumo: Sabalenka vê o boicote como “único caminho” para forçar aumento na fatia dos tenistas.

Pressão inédita contra os quatro maiores torneios

A revolta dos jogadores com a fatia que recebem dos lucros dos Grand Slams ganhou um rosto de peso. Sabalenka afirmou que, diante dos valores que os eventos arrecadam, o pagamento atual “não reflete quem faz o espetáculo”. A insatisfação ecoa entre homens e mulheres do circuito e, segundo a bielorrussa, a conversa já ultrapassou o estágio dos bastidores.

Em sua análise, a atleta reforçou que o grupo está “unido” e disposto a levar a discussão até o limite. A escalada de tensão eleva o risco de uma ausência coletiva nos principais palcos do tênis, cenário que mobiliza organizadores e patrocinadores. A repercussão foi imediata em veículos como a ESPN Brasil, que destacou o impacto econômico caso estrelas desistam dos Slams.

Quando te apercebes dos números que geram e vês o que os jogadores recebem… acho que somos nós que fazemos o espetáculo. Sinto que, sem nós, não haveria torneio, não haveria entretenimento. Acho que, sem dúvida, merecemos ser pagos numa percentagem maior... Em algum momento, talvez possamos boicotar os Grand Slams, sim. Sinto que é a única forma que temos de lutar pelos nossos direitos, não há outra.

Atmosfera de incerteza rumo a Paris e Londres

A fala chega poucas semanas antes de Roland Garros, primeiro Slam pós-Roma. Para dirigentes, a ameaça soa ainda mais séria porque parte da atleta mais vitoriosa da temporada e atual campeã de Slam. Historicamente, boicotes no tênis são raros — o último movimento que abalou a elite foi na década de 1970, quando jogadores criaram a ATP para exigir representação.

Agora, Sabalenka aposta na força coletiva das jogadoras. Ela avalia que “as raparigas conseguem reunir-se” e bancar o confronto caso a negociação emperre. A expectativa é que conversas avancem antes de Wimbledon para evitar um choque direto.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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