Nürburgring — Recentemente, o icônico circuito alemão admitiu que, mesmo com a popularidade crescente graças às visitas de Max Verstappen no GT3, o retorno à Fórmula 1 esbarra num obstáculo incontornável: o atual modelo de negócios da categoria não fecha a conta.
- Em resumo: Autódromo só volta se houver garantia de equilíbrio financeiro.
Taxa de promoção torna evento arriscado
A direção do circuito avalia que a taxa cobrada para receber uma etapa do Mundial, associada aos custos operacionais, deixa pouca margem para retorno. Segundo eles, o formato atual gera alto risco de déficit para quem assina o contrato de longo prazo com a Liberty Media. No site oficial da categoria, é possível conferir a expansão para mercados emergentes, o que eleva a concorrência e o preço do custo atual para sediar um Grande Prêmio.
O Nürburgring busca, portanto, um acordo que dilua riscos ou ofereça incentivos capazes de justificar o investimento. Sem isso, qualquer negociação fica estagnada, apesar da vontade esportiva de recolocar a Alemanha no calendário regular.
“Se você olhar para o ‘produto’ Fórmula 1, no momento ele é adquirido por um valor X, e o potencial de retorno é extremamente pequeno. Isso significa que há uma grande chance de prejuízo com esse evento. Esse não é um modelo de negócio do qual o Nürburgring queira participar”, completou o porta-voz Alexander Gerhard.
Pilotos aprovam, contas reprovam
Max Verstappen, George Russell e Oscar Piastri já manifestaram apoio público à volta da pista, após sessões de testes e participações em corridas de endurance. A última visita da F1 foi no GP de Eifel de 2020, realizado em plena pandemia, quando a organização encontrou condições excepcionais para viabilizar a etapa.
Historicamente, o traçado figura entre os mais emblemáticos do automobilismo e foi palco de duelos lendários. Ainda assim, o prestígio não basta. O autódromo quer fugir do papel de “tapa-buraco” e só aceita regressar se houver compromisso de longo prazo que assegure sustentabilidade financeira.
O que você acha? Vale a pena para a pista assumir o risco ou a F1 deveria rever seu modelo de taxas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria de esportes.
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