Elena Rybakina — Em entrevista nesta terça-feira, a campeã de Wimbledon endossou a ideia de boicote aos torneios de Grand Slam caso a maioria das colegas aprove a medida, elevando a tensão entre jogadoras e organizadores sobre a divisão das premiações.
- Em resumo: Rybakina diz que acompanhará Sabalenka se o grupo decidir cruzar os braços.
Boicote ganha corpo entre as estrelas
A polêmica explodiu quando Aryna Sabalenka revelou que um boicote é “a única forma de lutar pelos nossos direitos”. Horas depois, Rybakina reforçou o coro, sinalizando que não hesitará em ficar fora dos Majors se o vestiário se unir. O impasse expõe a crescente insatisfação com a fatia destinada às atletas nos torneios mais lucrativos do circuito, tema que vem sendo discutido há anos, segundo levantamento da ESPN sobre premiações no tênis.
Organizadores ainda não se pronunciaram oficialmente, mas o simples rumor de ausência de campeãs de Slam já pressiona patrocinadores e ameaça a programação das próximas temporadas.
Houve muitas situações no passado em que os jogadores se poderiam ter unido e feito um boicote, mas isso nunca aconteceu. Sinceramente, não sei. Se a maioria decidir boicotar, então claro que me juntaria, não haveria problema.
Questões vão além do cheque dos campeões
Para Rybakina, a discussão não se limita ao prize money dos Grand Slams. A cazaque lembrou que a carga tributária engole grande parte dos ganhos, tornando a carreira menos rentável do que o público imagina. “É outra questão”, explicou, citando também a dificuldade histórica de união entre atletas para forçar mudanças estruturais.
O debate coloca em xeque não só a próxima temporada de Majors, mas também o modelo financeiro do tênis feminino. Caso o movimento avance, transmissões, rankings e até contratos de patrocínio podem sofrer abalos.
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