Chapecoense — A Justiça condenou a Chapecoense a pagar R$ 450 mil por danos morais à família do jornalista Giovane Klein Victoria, uma das vítimas do acidente aéreo de 29/11/2016 na Colômbia.
- Em resumo: clube foi responsabilizado por escolher a empresa aérea LaMia; indenização será dividida entre esposa e pais do jornalista.
Justiça cita negligência na contratação da companhia aérea
Segundo a sentença, o clube assumiu riscos ao optar pela companhia aérea LaMia para fretar o voo da delegação à final da Copa Sul-Americana. O entendimento judicial é de que a empresa foi considerada inadequada para a operação internacional naquele momento — um ponto central da responsabilização civil.
Para contextualizar o acidente e sua repercussão, veja a cobertura do ge.globo.com sobre o caso.
A tragédia ocorreu na madrugada de 29 de novembro de 2016, quando a aeronave caiu nas proximidades de Medellín.
Indenização, pedidos negados e repercussão
A indenização total de R$ 450 mil será dividida igualmente entre os três autores da ação: a esposa e os pais de Giovane Klein, com R$ 150 mil para cada um. O clube informou, em nota oficial, que não comentaria o caso por ainda tramitar na Justiça.
Os pedidos adicionais da família por compensações materiais e pensão mensal foram rejeitados pelo magistrado, que entendeu não haver comprovação suficiente para essas verbas. Giovane Klein Victoria tinha 28 anos e trabalhava na cobertura esportiva da RBS TV Chapecó desde 2014.
O acidente, que vitimou 71 pessoas, marcou profundamente a história da Chapecoense e do futebol brasileiro; a Conmebol concedeu ao clube o título da Copa Sul-Americana de 2016 em reconhecimento à campanha interrompida.
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Crédito da imagem: Divulgação