Morte de Brigitte Bardot: legado e polêmicas aos 91 anos
Morte de Brigitte Bardot – A atriz francesa teve o falecimento confirmado no domingo (27 de agosto), aos 91 anos, encerrando uma trajetória que atravessou sete décadas de cinema e influência cultural.
Bardot protagonizou mais de 40 filmes, impulsionou a Nouvelle Vague e virou referência mundial de moda e comportamento, transformando o balneário de Saint-Tropez em ponto turístico obrigatório.
Da estreia precoce ao status de ícone global
Revelada aos 18 anos, a parisiense ganhou projeção internacional com “E Deus Criou a Mulher” (1956), filme que rendeu US$ 22 milhões na bilheteria global — valor expressivo para a época, segundo levantamento do IMDb.
Nos anos 1960, Bardot alternou papéis dramáticos e musicais, trabalhando com diretores como Jean-Luc Godard e Louis Malle. Em 1965, foi indicada ao BAFTA de Melhor Atriz, consolidando-se como uma das artistas francesas mais exportadas do século XX.
Controvérsias, ativismo animal e repercussão
A partir de 1973, Bardot abandonou o cinema para dedicar-se à proteção dos animais, criando uma fundação que, segundo relatórios oficiais, já financiou mais de 3 mil projetos de resgate em 70 países.
Ao mesmo tempo, declarações polêmicas sobre imigração e política renderam cinco condenações por incitação ao ódio na justiça francesa, manchando parte de sua imagem pública.
Figuras como Catherine Deneuve e Jane Fonda lamentaram a perda, enquanto o presidente Emmanuel Macron elogiou “a contribuição indelével de Bardot à cultura francesa”. Cerimônia de despedida deve ocorrer em Paris, sem data divulgada.
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Crédito da imagem: Divulgação