Homicídios em Crato: três mortos a tiros no fim de 2025
Homicídios em Crato: três mortos a tiros no fim de 2025 – Três homens foram executados a bala entre a manhã e a tarde de 31 de dezembro, em diferentes bairros e na zona rural do Crato, no Cariri.
Os assassinatos ocorreram em um intervalo de apenas sete horas, elevaram para oito o total de mortes violentas em dezembro e fizeram o município encerrar 2025 com 47 homicídios — redução de 19% em relação aos 58 casos contabilizados em 2024.
Corpos encontrados em locais distintos
O primeiro crime foi registrado por volta das 8h, quando o corpo do motorista Dilvan dos Santos Silva, 35 anos, foi achado enrolado em lençóis, em um matagal às margens da CE-386, no Sítio Lagoinha, distrito de Ponta da Serra. A vítima apresentava duas perfurações na cabeça; ele respondia a um procedimento por crime de trânsito.
Cerca de três horas depois, na Rua Dr. José Nilo, bairro Seminário, o autônomo Luiz Hyago Rodrigues Dantas, 18, conhecido como “Hiago do Lava a Jato”, foi executado dentro de uma residência. Dois suspeitos chegaram em uma Honda Bros preta, roubada momentos antes, e dispararam diversas vezes. O jovem tentou escapar correndo para uma casa vizinha, onde caiu sem vida; não havia registros criminais contra ele.
Já às 15h, na Rua Ana Amélia, bairro Pantanal, o estudante David Rodrigues Bezerra, 18, foi morto com um único tiro em frente à própria casa. O autor, o comerciário Carlos Alberto Moreira Pequeno, 46, também feriu a mãe da vítima, Poliana Rodrigues da Silva, que tentou impedir o crime. Em seguida, o agressor entrou em um imóvel vizinho e cometeu suicídio.
Queda anual contrasta com cenário estadual
Apesar da redução local, o Ceará manteve índice elevado de violência letal: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa estadual ficou acima de 35 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, superior à média nacional.

Especialistas destacam que a interiorização de facções e o acirramento de conflitos interpessoais continuam a pressionar os números no Cariri, tornando imprescindíveis políticas de prevenção, ampliação do policiamento comunitário e ações integradas de saúde mental.
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Crédito da imagem: Divulgação
