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Abertura de ‘A Nobreza do Amor’ revive ‘Zumbi’ de 1974
Rio de Janeiro/RJ – A Globo revelou a vinheta de estreia de “A Nobreza do Amor”, novela que chega ao ar em 16 de março, e o impacto imediato veio da trilha: a gravação acústica de 1974 de “Zumbi”, de Jorge Ben Jor, resgatada sem retoques para embalar a animação que já coleciona elogios nas redes.
- Em resumo: Canção histórica casa com arte 100% animada e reforça a conexão África-Brasil da trama.
Por que a faixa de 1974 é decisiva
Lançada no clássico “A Tábua de Esmeraldas”, a versão escolhida antecede a eletrificação que Ben Jor adotaria a partir de 1975. O timbre cru do violão, segundo especialistas, amplia a atmosfera de realeza africana que o diretor de arte Will Nunes imprimiu ao vídeo. De acordo com o IBGE, 56% da população brasileira se reconhece como preta ou parda, dado que reforça o apelo de obras que valorizam matrizes afro-brasileiras.
A abertura mescla máscaras, tecidos e grafismos inspirados em Batanga, reino fictício onde a trama começa com um golpe palaciano. A música, por sua vez, cita líderes quilombolas e evoca a persistência da cultura negra no País.
“A abertura de ‘A Nobreza do Amor’ está entre as mais belas da história da teledramaturgia brasileira.”
Legado cultural e expectativa de audiência
Nos últimos cinco anos, produções que dialogam com a diáspora africana registraram crescimento de 23% em menções no X (antigo Twitter), revelam monitoramentos de mercado. A aposta em Jorge Ben Jor, ícone que já somou mais de 1,2 bilhão de streams, procura converter esse interesse em audiência no horário nobre vespertino.

Além do apelo musical, a novela é escrita por Duca Rachid, Elísio Lopes Júnior e Júlio Fischer, trio vencedor de prêmios APCA. A ambientação africana foi consultada por antropólogos para evitar estereótipos, iniciativa que segue diretrizes da Unesco para representatividade em mídia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Globo
