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Acompanhantes de saúde: diária de R$300 e trabalho em limbo
São Paulo – O envelhecimento da população e famílias menores têm levado a uma busca maior por acompanhantes de saúde, que cobram entre R$130 e R$300 por diária e muitas vezes atuam sem vínculo formal. TRANSMISSÃO: Record
- Em resumo: Profissionais como Girlaine Ferreira e Edineusa Matos ampliam renda com acompanhamentos (até R$300 por final de semana), mas a contratação costuma ser informal.
Entenda como funciona a demanda e quanto os profissionais ganham
Plataformas como Cronoshare e GetNinja conectam clientes e acompanhantes que negociam serviços e pagamentos por Pix.
Na prática, Girlaine Ferreira, 56 anos, cobra R$220 como valor mínimo por acompanhamento; quando o serviço chega a 12 horas paga R$250 na semana e R$300 em finais de semana e feriados—o que lhe permite aumentar a renda em cerca de 35%.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos, 40 anos, costuma cobrar ao dia no mínimo R$130 (quatro horas) e, em atendimentos mais exigentes, até R$260; ela diz que, em alguns meses, essa atividade rende até mais do que o emprego formal, cujo salário mensal é de R$2,6 mil.
“Envelhecemos em 30 anos o que a Europa levou mais de 100.” — Roberta França, médica especialista em longevidade.
Riscos da informalidade e o que diz a legislação
O trabalho de cuidador aparece na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como “cuidador de idosos” e “cuidador em saúde”, o que permite contratação com carteira assinada e define atribuições como administrar medicamentos por via oral prescritos por médico e observar sinais de emergência.
Especialistas alertam: atendimentos esporádicos configuram prestação eventual, mas a repetição — por exemplo, comparecer à residência pelo menos três vezes por semana — já pode caracterizar vínculo empregatício, com obrigações como registro em carteira, segundo a advogada trabalhista Patrícia Schüler Fava.

O aumento da demanda tem base demográfica: o IBGE registra envelhecimento populacional e redução da fecundidade, fatores que ampliam a necessidade de cuidados profissionais — veja dados do IBGE.
Além disso, a Política Nacional do Cuidado, sancionada no final de 2024, reconhece o cuidado como direito universal, mas depende de regulamentação, orçamento e implementação para reduzir a lacuna entre lei e prática, segundo especialistas citados.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC
