Acordo de R$1,5 bi: Bank of America cede a vítimas de Epstein
NOVA YORK (EUA) – O Bank of America selou um acordo extrajudicial para encerrar a ação coletiva que o acusa de lucrar com o esquema de tráfico sexual orquestrado por Jeffrey Epstein, segundo documentos divulgados nesta segunda-feira (16).
- Em resumo: Banco admite pagar soma milionária para evitar julgamento, mas juiz federal ainda precisa homologar a decisão.
Por que o banco entrou na mira da Justiça?
A autora do processo, identificada como Jane Doe, sustenta que a instituição ignorou transações atípicas que denunciavam o tráfico de pessoas, priorizando ganhos sobre a proteção das vítimas.
Entre as movimentações suspeitas estão pagamentos de US$ 158 milhões feitos pelo bilionário Leon Black a Epstein por “consultorias” fiscais. O magnata deixou o comando da Apollo Global Management em 2021 após auditoria confirmar os repasses.
“Havia uma abundância de sinais de alerta, mas o banco continuou operando as contas”, afirma trecho da petição de Doe.
Entenda o impacto do acordo
Se homologado pelo juiz Jed Rakoff, o pacto anula o depoimento de Black previsto para 26 de março e cancela o julgamento marcado para 11 de maio. O valor do acerto não foi revelado, mas ações semelhantes renderam às vítimas R$ 1,5 bilhão só em 2023, quando JPMorgan Chase e Deutsche Bank fecharam suas próprias tratativas.

O caso mostra como instituições financeiras podem ser responsabilizadas pela Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas (TVPA). Segundo a ONU, o tráfico sexual movimenta mais de US$ 99 bilhões por ano, enquanto o Atlas da Violência indica que mulheres representam 89% das vítimas identificadas no Brasil – revelando a escala global do problema.
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Crédito da imagem: Divulgação
