Londres - Depois de quase uma década de negociações frustradas, Anthony Joshua e Tyson Fury assinaram o contrato que oficializa a superluta dos pesos-pesados. O choque de gigantes, sem data exata, deve ocorrer no último trimestre de 2026, com transmissão confirmada pela Band, colocando o boxe britânico no centro das atenções globais.
- Em resumo: contrato estimado em nove dígitos promete recorde de audiência na Band e streaming simultâneo.
Por que o acordo saiu do papel agora
Segundo a Ring Magazine, o avanço aconteceu após investidores do Oriente Médio assumirem as bolsas garantidas, estimadas em US$ 200 milhões. Nas últimas tentativas, divergências sobre divisão de pay-per-view e agendas paralelas – Fury encarou Deontay Wilder; Joshua perdeu os cinturões para Oleksandr Usyk – emperraram o negócio.
Desta vez, as cláusulas incluem uma revanche automática e bônus por nocaute antes do 8º round, estratégia para manter o espetáculo explosivo para TV aberta e streaming.
“Foi o maior acordo que já fizemos”, celebrou o promotor Eddie Hearn, ao cravar que 2026 será “o maior ano” da carreira de Joshua.
Impacto financeiro e esportivo
Especialistas lembram que a trilogia Fury x Wilder gerou cerca de 2,4 milhões de compras de pay-per-view. Se repetir a marca, Joshua x Fury pode movimentar mais de US$ 300 milhões, superando o clássico britânico Lennox Lewis x Frank Bruno, até hoje a maior renda do país no peso-pesado.
No campo esportivo, o vencedor pode reivindicar status de número 1 do planeta: Fury segue invicto, enquanto Joshua soma 27 vitórias e 3 derrotas. Antes do confronto, AJ faz compromisso intermediário contra Kristian Prenga em 25 de julho; qualquer lesão pode adiar o espetáculo.
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