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Acordo UE-Mercosul: 25 anos de negociações
Acordo UE-Mercosul – Após um quarto de século de tratativas, o bloco europeu aprovou provisoriamente, em 2026, o tratado comercial com o Mercosul, etapa que antecede a assinatura formal prevista para 17 de janeiro.
O texto ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, mas já estabelece a base para formar a maior zona de livre comércio do mundo.
Principais marcos da negociação
• 1991: assinatura do Tratado de Assunção cria o Mercosul.
• 1995: Acordo-Quadro de Cooperação Inter-regional estabelece o diálogo político e econômico.
• 1999: começam as negociações formais em três frentes – cooperação, diálogo político e livre comércio.
• 2004: impasses sobre subsídios agrícolas e abertura industrial paralisam o processo.
• 2016: retomada das conversas em meio às mudanças no comércio global.
• 2019: conclusão técnica do texto, prevendo eliminação gradual de tarifas em cerca de 90% do comércio bilateral.
• 2020-2023: exigências ambientais mais rígidas surgem como novo obstáculo.
• 2026: aprovação provisória pela União Europeia abre caminho para a assinatura.
O que está em jogo
Quando plenamente implementado, o tratado deverá englobar um mercado de quase 780 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 19 trilhões, segundo estimativas oficiais da Comissão Europeia.
Para o Mercosul, a perspectiva é ampliar exportações de produtos agropecuários e atrair investimentos em setores como energia e infraestrutura. Já a UE busca maior inserção de bens industriais e serviços, além de fortalecer cadeias de suprimento críticas.
Dados recentes do IBGE sobre comércio exterior indicam que a União Europeia responde por cerca de 15% das exportações brasileiras, atrás apenas da China. A eliminação de tarifas pode elevar esse percentual e diversificar a pauta exportadora.

Próximos passos
Depois da assinatura, o texto passará por revisão jurídica final (legal scrubbing) e seguirá para votação nos Parlamentos nacionais. No Brasil, a análise envolve Senado e Câmara, com tramitação semelhante à de acordos internacionais anteriores.
Especialistas apontam que pressões de agricultores europeus e cláusulas ambientais continuarão sendo temas sensíveis, podendo atrasar a ratificação plena. Ainda assim, governos dos dois lados do Atlântico afirmam trabalhar para concluir o processo “o mais rápido possível”.
No momento, o foco está em detalhar salvaguardas para setores considerados vulneráveis e em criar mecanismos de monitoramento ambiental que atendam aos padrões exigidos pelo Acordo de Paris.
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Crédito da imagem: Divulgação
