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Acordo UE-Mercosul zera 77% das tarifas e turbina agro
BRASÍLIA – Após 25 anos de negociações, o tratado de livre-comércio UE-Mercosul, assinado no sábado (17), promete reduzir custos e abrir mercado para o agronegócio brasileiro assim que for ratificado pelos Parlamentos dos dois blocos.
- Em resumo: 77% dos produtos agropecuários exportados ao bloco europeu ficarão sem tarifa.
Tarifas cortadas: quem sai na frente
No papel, café, frutas, pescados e óleos vegetais terão alíquota zero em até dez anos, mas o setor de proteínas concentra os maiores ganhos imediatos. A carne bovina passará a contar com cota anual de 99 mil toneladas a 7,5% de imposto, substituindo tarifas de 12,8% mais € 221/100 kg. Já o frango ganhará cota adicional de 180 mil toneladas com tarifa zero escalonada em seis anos, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para itens já livres de tributos, como a soja, o acordo garante previsibilidade regulatória. De acordo com dados do IBGE, a União Europeia responde hoje por cerca de 16% do PIB agrícola global, mercado estratégico para o Brasil desde a queda nas vendas aos EUA em 2025.
“Se implementado com previsibilidade, há espaço concreto para ampliar as exportações brasileiras de carne de frango”, avaliou a ABPA em nota.
Salvaguardas europeias ainda preocupam
Produtores brasileiros alertam para a cláusula que permite à UE suspender benefícios caso as importações de produtos “sensíveis” saltem 5% acima da média de três anos. A investigação poderia durar apenas dois meses, acelerando possíveis barreiras.

Especialistas da Fundação Getúlio Vargas lembram que o tratado também exige aderência às normas de produção europeias, o que pode afetar o uso de defensivos agrícolas nacionais. Mesmo assim, entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) defendem que o acordo eleva o Mercosul ao status de parceiro preferencial, abrindo portas a investimentos e tecnologia.
O que você acha? O acordo trará mais oportunidades ou barreiras para o agro brasileiro? Para mais análises sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
