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Açude de Quixeramobim: só 32% a um mês da sangria recorde
QUIXERAMOBIM/CE – A menos de 30 dias da data em que voltou a transbordar após 12 anos, o principal açude da cidade opera agora com apenas 32% da capacidade, levantando dúvidas sobre a repetição do espetáculo de 2023 e acendendo o alerta para a segurança hídrica local.
- Em resumo: reservatório perdeu volume em plena quadra chuvosa e ainda precisa de 78% para atingir a cota de sangria.
Por que 2026 não repete 2023?
Em 2 de abril de 2023, o açude sangrou apenas 16 dias depois de estar completamente seco. O feito ocorreu graças a uma sequência de chuvas intensas registradas pela Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). Este ano, embora o período úmido já tenha começado, o ritmo das precipitações é tímido: dados pluviométricos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que a média acumulada em março no Sertão Central está 18% abaixo do histórico da década.
Além de chover menos, a evaporação segue alta. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) aponta que somente em fevereiro a perda diária foi de 1,2 mm, volume suficiente para evaporar 360 mil litros em 24 horas.
“Sangrar é possível, mas o cenário atual mostra que estamos longe do patamar de 2023”, registra boletim da Cogerh divulgado na quarta-feira (4).
Impacto para a população e o campo
O açude abastece diretamente 80 mil pessoas e irriga cerca de 1.200 hectares de hortaliças e pastagens. Caso o volume não se recupere, o Comitê da Bacia do Banabuiú prevê rodízio no fornecimento urbano e restrições para a agricultura familiar já no segundo semestre.

Nos últimos dez anos, 61% dos 157 reservatórios monitorados no Ceará chegaram a níveis críticos, segundo o Portal das Águas da Cogerh. A repetição desse quadro em Quixeramobim reforça a necessidade de investimentos em adutoras e reuso, medidas previstas no Plano Estadual de Recursos Hídricos 2020-2030.
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Crédito da imagem: Divulgação
