Acusação de furto a tio milionário recoloca Suzane na mira da Justiça
São Paulo/SP – Uma nova investigação por furto contra um tio milionário ameaça virar do avesso a liberdade conquistada por Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002 e em livramento condicional desde janeiro de 2023.
- Em resumo: denúncia por furto pode levar à revogação imediata do benefício que mantém Suzane fora da cadeia.
Entenda o que pode mandá-la de volta ao cárcere
O inquérito foi aberto após o tio de Suzane registrar boletim de ocorrência, alegando que bens foram subtraídos durante uma visita familiar. Caso a Polícia Civil conclua pela materialidade do crime e o Ministério Público apresente denúncia, a Justiça pode suspender o livramento condicional, prerrogativa prevista na Lei de Execuções Penais.
Suzane, que atualmente reside em Angatuba (interior paulista) e cumpre obrigações mensais de apresentação ao juízo, poderá ter o benefício cassado antes mesmo de eventual condenação, bastando o reconhecimento de “cometimento de falta grave”. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1 em cada 4 presos em regime aberto retorna ao sistema por nova infração ou descumprimento de regras.
“Qualquer indício de nova conduta criminosa já autoriza o juiz da execução a revogar o livramento”, explica a promotora ouvida pelo Terra.
O peso do histórico e o impacto na pena remanescente
Condenada a 39 anos e 6 meses, Suzane cumpriu duas décadas antes de garantir o direito de deixar a penitenciária feminina de Tremembé. O suposto furto reacende o debate sobre reincidência feminina no país: o número de mulheres presas subiu 33% na última década, enquanto a reincidência gira em torno de 19%, segundo o FBSP.

Se o livramento for revogado, ela regressa ao regime fechado para cumprir o restante da pena — aproximadamente 15 anos —, além de responder a novo processo. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que “não há provas” contra a cliente.
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