Londres, Reino Unido – O brasileiro Lucas di Grassi, primeiro campeão mundial da Fórmula E, confirmou nesta quinta-feira (30) que encerrará a carreira ao fim da temporada 2025/26, cuja última etapa está marcada para agosto de 2026, também na capital britânica. O anúncio coloca ponto-final em 12 anos de presença ininterrupta do piloto no grid elétrico.
- Em resumo: “Mr. Fórmula E” dará sua volta derradeira no ePrix de Londres em 2026.
Por que a saída de Di Grassi muda o grid elétrico
Desde o ePrix inaugural de Pequim, em 2014, Di Grassi largou em 119 das 120 corridas já realizadas, sendo peça-chave no desenvolvimento tecnológico da categoria – do primeiro propulsor elétrico ao atual Gen3 e, agora, ao protótipo Gen4 da Lola ABT. Sua despedida não só abre vaga estratégica numa das equipes mais tradicionais, como também remove o piloto que mais pontuou na história da Fórmula E.
O impacto vai além das pistas: segundo relatório da Fenabrave, as vendas de veículos eletrificados no Brasil cresceram 63% em 2023, e Di Grassi atuava como um dos principais embaixadores da mobilidade elétrica no país.
“Após uma vida dedicada às corridas, 2026 marcará minha última temporada como piloto profissional e o início de um novo capítulo”, declarou o brasileiro.
Legado de 13 vitórias, 40 pódios e um campeonato
Campeão na terceira temporada (2016/17), o paulista soma 13 vitórias e 40 pódios, números que o colocam entre os maiores da categoria, de acordo com estatísticas da FIA. Além do título, seu pódio mais recente veio no ePrix de Miami de 2025, prova que evidenciou sua capacidade de adaptação aos novos monopostos.
Fora das pistas, Di Grassi pretende seguir como consultor do projeto Gen4, apoiando o salto de desempenho previsto para 2027, quando a Fórmula E deve ultrapassar 350 km/h em velocidade máxima.
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