- Mulher de ‘Mingau’ cai no RJ e vilarejo cearense vira fantasma
- Biometria fraudada: MPCE mira golpe de R$165 mil na RMF
- Sudene investe R$ 2,6 mi em palma forrageira que dribla seca
- Imagem às 15h33 vira pista-chave sobre brasileira sumida na Inglaterra
- Vídeo mostra onça-parda rosnando a metros de caminhante no CE
Adolescente leva 3 facas e fere direção de escola no CE
TIANGUÁ/CE – Um estudante de 16 anos esfaqueou o diretor e a coordenadora da Escola Estadual Monsenhor Aguiar na noite de 10 de fevereiro de 2026, colocando em alerta pais, professores e autoridades sobre a escalada da violência nas salas de aula.
- Em resumo: armados com três facas, o adolescente atacou os gestores ao pedir que ligassem para sua mãe.
Como o ataque aconteceu em segundos
Segundo testemunhas, o jovem estava em aula quando solicitou ir à coordenação. Lá, pediu ao diretor que telefonasse para sua mãe alegando mal-estar. No instante em que o educador começou a discar, o aluno sacou uma faca da mochila e golpeou o braço e a mão do diretor. A coordenadora que tentou intervir também foi ferida.
A Polícia Militar localizou o adolescente minutos depois fora da escola. Dentro da mochila, estavam três lâminas apreendidas, confirmando a premeditação do ato.
“Ele já recebia acompanhamento no CAPS, e a escola tinha ciência da condição dele”, relatou uma funcionária que presenciou a cena.
Violência escolar: números que preocupam
O caso de Tianguá não é isolado. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam que episódios de agressão em instituições de ensino cresceram 47% entre 2019 e 2023 no país. No Ceará, foram 138 ocorrências registradas somente no último ano, a maioria envolvendo armas brancas.

Especialistas lembram que a legislação prevê responsabilização proporcional à idade e condições de saúde mental do infrator. A Lei 13.935/2019 garante atendimento psicológico nas escolas, mas, na prática, apenas 37% dos municípios cearenses contam com profissional fixo na rede, segundo o Conselho de Psicologia. O ataque reacende o debate sobre protocolos de revista, capacitação de professores para identificar sinais de crise e integração entre Educação e Saúde.
O que você acha? A ampliação de equipes multiprofissionais pode mesmo prevenir tragédias? Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
