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Estados Unidos – Afrika Bambaataa, referência máxima do hip-hop, morreu na última quinta-feira, 9 de abril, aos 68 anos, após complicações de um câncer, fato que mobiliza artistas e fãs em todo o planeta.
- Em resumo: criador da Zulu Nation e voz de “Planet Rock”, o DJ influenciou de Fernanda Abreu a Marcelo D2.
Por que a perda ecoa no rap global
Batizado de Kevin Donovan, Bambaataa saiu do Bronx para o mundo em 1982 com “Planet Rock”, faixa que redefiniu os limites entre eletro, funk e rap. O sucesso o colocou na lista de “100 artistas que mudaram a música” da Variety, consolidando-o como um dos pais do gênero.
No Brasil, sua parceria com Fernanda Abreu no remix de “Rio 40º” expandiu fronteiras culturais e inspirou nomes como Marcelo D2, que costuma chamá-lo de “ponte” entre samba e batidas eletrônicas.
“Sem Bambaataa, o hip-hop talvez não tivesse virado um movimento mundial”, resumiu a crítica especializada à época do lançamento de “Planet Rock”.
Legado em números e impacto cultural
Só em 2023, o hip-hop representou 25,9% dos streams globais, segundo a IFPI, estatística que começou a ganhar forma na década de 1980, quando Bambaataa levou block parties do Bronx para palcos internacionais. Ele também fundou a Universal Zulu Nation, ONG que usa música para combater violência urbana e que hoje conta com núcleos em mais de 30 países.

No cenário nacional, o Atlas da Violência mostra que áreas com projetos de cultura urbana financiados pela Lei Rouanet registram queda média de 12% nos índices de criminalidade — dado que reforça a tese de Bambaataa sobre “arte como arma de paz”.
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Crédito da imagem: Divulgação





