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sábado, março 14, 2026

Agibank levanta US$276 mi na NYSE e pressiona rivais

Agibank levanta US$276 mi na NYSE e pressiona rivais

Nova York (EUA) – A fintech gaúcha Agibank estreou nesta quarta-feira (11) na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) com sua oferta inicial de ações precificada a US$ 12, valor que permitiu captar US$ 276 milhões já considerando o lote extra de papéis.

  • Em resumo: preço no piso da faixa, 20 milhões de ações Classe A e o tíquete AGBK ganham o pregão norte-americano.

Por que o preço ficou no piso da faixa?

A janela global para IPOs de fintechs segue estreita desde as altas de juros de 2023. Para não repetir o fiasco de outras listagens, o Agibank reduziu a faixa indicativa de US$ 15-18 para US$ 12-13 e enxugou o volume de ações. Mesmo assim, o sindicato liderado por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup conseguiu vender todos os papéis, incluindo a opção de 3 milhões adicionais.

Segundo dados do Banco Central, o crédito concedido por bancos digitais cresceu 19 % em 2025, sinal de que o apetite do investidor por serviços financeiros tecnológicos ainda existe, embora mais seletivo.

“As ações do Agibank começam a ser negociadas sob o código ‘AGBK’ nesta quarta-feira”, informou a empresa em fato relevante.

Efeito dominó no mercado brasileiro

O movimento vem logo após a rival PicPay abrir capital na Nasdaq, quebrando um jejum de quatro anos sem empresas brasileiras na bolsa norte-americana. Com duas fintechs listadas em menos de 30 dias, analistas já projetam que Banco Inter e Nubank revisitem planos de follow-on para não perder tração competitiva.

Historicamente, IPOs de bancos digitais brasileiros no exterior levantaram cerca de US$ 8,4 bilhões entre 2017 e 2021, mas poucos tiveram retorno positivo de dois dígitos para o investidor. A precificação conservadora do Agibank pode sinalizar uma nova abordagem focada em sustentabilidade de margens, especialmente diante da exigência de Basiléia III para capital próprio.

O que você acha? A postura mais cautelosa de fintechs em Wall Street pode reacender a confiança ou retrair o capital de risco? Para mais análises sobre mercado financeiro, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação/Agibank

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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