Água percorre 15 km e Cinturão das Águas atinge 92%
Barbalha/CE – Na última segunda-feira (30), o secretário dos Recursos Hídricos, Fernando Santana, acompanhou um teste decisivo no Cinturão das Águas: uma lâmina de água percorreu 15 km até o Crato, marcando a etapa final da obra que promete mudar a distribuição hídrica no interior cearense.
- Em resumo: Sistema já tem 92% concluídos e previsão de entrega em 2026, com presença de Lula e Elmano.
Por que este teste muda o jogo
A operação avaliou a integração hidráulica entre Barbalha, Crato e o Rio Cariús, em Nova Olinda, crucial para confirmar a estanqueidade e a capacidade de vazão do canal. Segundo a SRH, 1.500 trabalhadores, 450 máquinas e mais de 40 frentes simultâneas atuaram no empreendimento “ao longo de 2025”, garantindo ritmo acelerado.
De acordo com dados do IBGE, 86% do território cearense está no semiárido, região que enfrenta variações severas de chuvas. A conclusão do cinturão deve ampliar em até 30% a segurança hídrica dos municípios atendidos, reduzindo a dependência de carros-pipa em períodos críticos.
“Cada metro cúbico que corre hoje pelo canal é um passo para garantir abastecimento regular a mais de um milhão de cearenses”, ressaltou Fernando Santana durante a vistoria.
Obra estratégica contra a seca
Previsto para 2026, o complexo fará a transposição de volumes excedentes do Projeto de Integração do Rio São Francisco para reservatórios regionais, fortalecendo a produção agrícola e o consumo humano. Relatório técnico estima que, somente na bacia do Salgado, o acesso contínuo à água pode elevar em 18% a produtividade de culturas irrigadas como banana e goiaba.

Além do impacto econômico, o cinturão deve aliviar a pressão sobre açudes já exauridos. Estudo da Agência Nacional de Águas indica que reservatórios como o Castanhão chegaram a apenas 30% da capacidade em 2022, cenário que tende a se reverter com a nova adutora.
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