Alana Cabral defende aborto e cobra mais mulheres no Senado
Alana Cabral defende aborto e cobra mais mulheres no Senado – A atriz de 18 anos, conhecida pelo trabalho na novela “Renascer”, afirmou que a legalização do aborto salvaria vidas e ressaltou que a sub-representação feminina no Congresso agrava a questão.
A declaração aconteceu durante entrevista recente para um podcast sobre cultura pop, na qual a jovem artista destacou que decisões sobre o corpo das mulheres não deveriam ser tomadas majoritariamente por homens.
O que motivou a declaração
Alana explicou que sua posição foi reforçada após acompanhar debates no Senado sobre projetos que podem restringir ainda mais o acesso ao aborto legal no Brasil. Para a atriz, caso houvesse maior equilíbrio de gênero entre os parlamentares, “nossos corpos não seriam tão invalidados”.
Segundo levantamento da Secretaria da Mulher do Senado, apenas 15 das 81 cadeiras são ocupadas por mulheres — cerca de 18% do total. Na visão de Alana, esse cenário dificulta avanços em pautas de saúde reprodutiva e direitos sexuais. Dados do IBGE mostram que as mulheres representam 51% da população brasileira, evidenciando o descompasso entre sociedade e representação política.
Representatividade feminina no Legislativo
O Brasil ocupa a 142ª posição, entre 190 países, no ranking de presença feminina em parlamentos, de acordo com a União Interparlamentar. A média mundial é de 26%, enquanto o Congresso Nacional permanece abaixo desse índice.
Especialistas ouvidos por organizações de direitos humanos apontam que parlamentos mais diversos tendem a aprovar legislações com maior foco em saúde, educação e proteção social — áreas que impactam diretamente mulheres e crianças.

Para Alana, discutir publicamente a legalização do aborto é também chamar atenção para outros temas de gênero, como violência doméstica e desigualdade salarial. Ela acredita que figuras públicas podem usar suas plataformas para sensibilizar eleitores e pressionar partidos a lançarem mais candidatas.
Ao encerrar a entrevista, a atriz reiterou que seguirá defendendo “a vida das mulheres que morrem em abortos clandestinos” e incentivou jovens a fiscalizar o posicionamento de seus representantes.
No universo do entretenimento, outros artistas também têm se manifestado sobre a pauta. Para ficar por dentro das principais discussões envolvendo celebridades e direitos civis, acompanhe nossa editoria Pop.
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