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Álbum ‘Criolo, Amaro & Dino’ une Brasil e Cabo Verde
Álbum “Criolo, Amaro & Dino” — Lançado em 15 de janeiro, o novo trabalho de Amaro Freitas, Criolo e Dino D’Santiago reúne 11 faixas autorais que atravessam o Atlântico para refletir a herança da diáspora africana.
Gravado entre Lisboa, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, o disco funde jazz, rap, morna e maracatu, criando uma ponte musical que realça a espiritualidade e a sofisticação sonora do trio.
Parcerias e sonoridades
O batuque cabo-verdiano de “Seka” se mistura ao piano frenético de Amaro Freitas e às vozes ancestrais femininas, resultando em uma das faixas mais intensas do projeto. Já “No vento de nós”, parceria com o guitarrista Djodje Almeida, evidencia a carga espiritual que permeia todo o álbum.
Entre as 11 composições, destacam-se ainda “Menina do coco de Carité”, costurada pelo trio de coco Clarianas e pela rabeca de Maciel Salú, e “Amazônia (A-i’ahu)”, em que Criolo reutiliza versos de “Chuva Ácida” para denunciar a crise ambiental. Segundo o Global Music Report da IFPI, a mistura de gêneros locais e internacionais é tendência crescente no streaming mundial, algo que o disco abraça sem reservas.
Relevância cultural
Ao unir artistas de Pernambuco, São Paulo e Cabo Verde, o álbum amplia o diálogo da música brasileira com a lusofonia e reforça a presença africana em ritmos populares. A produção envolve nomes como Lucas Seiji e Holly, garantindo texturas contemporâneas a temas que tratam de identidade, ancestralidade e questões sociais.
Com cinco estrelas na avaliação de críticos especializados, “Criolo, Amaro & Dino” já desponta como um dos lançamentos mais fortes de 2026, incorporando a liberdade do jazz de Amaro Freitas, a lírica crítica de Criolo e a voz suave de Dino D’Santiago em um mesmo território sonoro.

No encerramento, “Hoje eu vi você” sela a travessia atlântica com produção de Criolo e Holly, mantendo o tom de celebração resiliente que permeia todo o trabalho.
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Crédito da imagem: Divulgação
