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Alckmin crava data de saída do MDIC e agita 2026 em SP
Brasília (DF) – O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que deixará o cargo no próximo 4 de abril, prazo limite para ministros que pretendem disputar as eleições de 2026. O movimento reacende a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e redesenha alianças que o presidente Lula considera essenciais para sua própria campanha.
- Em resumo: Alckmin sai em 4/4 para viabilizar candidatura em SP e reforçar palanque de Lula.
Bastidor jurídico: por que 4 de abril?
A Lei Complementar 64/90 exige que ministros se desincompatibilizem seis meses antes do pleito. Segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral, o prazo para 2026 expira em 6 de abril, mas Alckmin escolheu sair dois dias antes para evitar qualquer contagem contestada.
Na coletiva sobre a balança comercial de fevereiro, o vice ressaltou que, mesmo podendo permanecer na Vice-Presidência, prefere “cumprir a legislação à risca” para disputar o governo paulista pela quinta vez.
“Vou sair dia 4 de abril”, cravou Alckmin durante a apresentação dos números das exportações.
São Paulo no centro do tabuleiro
Com 34,7 milhões de eleitores (22% do total nacional, segundo o IBGE), São Paulo costuma definir o rumo das eleições presidenciais. A saída de Alckmin serve de pressão sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que resiste a concorrer, mas foi instado por Lula a “segurar” o eleitorado paulista.
Estrategistas do PT temem o avanço da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e veem em Haddad — aliado a Alckmin — a combinação capaz de reduzir a vantagem do atual governador Tarcísio de Freitas, favorito nas pesquisas iniciais.

Em 2018, quando renunciou ao governo paulista, Alckmin conquistou 12,4 milhões de votos no estado, mesmo em cenário adverso. A lembrança alimenta a expectativa de que ele possa repetir o feito e abrir espaço para o presidente fortalecer a própria reeleição.
O que você acha? A desistência do ministério fortalece a chapa em SP ou expõe o governo a risco político? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert-PR
