Alcolumbre chama Valdemar de ‘mitômano’ e nega troca por CPI
Senado Federal, Brasília – Em sessão plenária nesta quarta-feira (18), o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, refutou qualquer negociação para condicionar o veto ao projeto de dosimetria penal ao engavetamento de uma CPI sobre o Banco Master, acusação feita por Valdemar Costa Neto, líder do PL.
- Em resumo: Alcolumbre classificou Valdemar como “mitômano” e garantiu que o veto segue critérios técnicos, não acordos políticos.
Veto, CPI e bastidores: entenda o impasse
Valdemar afirmou que o veto presidencial só seria mantido se a CPI proposta para investigar supostas irregularidades no Banco Master não avançasse. Poucos minutos depois, Alcolumbre subiu à tribuna para desmentir “categoricamente” o dirigente partidário, citando a independência entre Poder Executivo e Legislativo. Segundo dados oficiais do Senado, o projeto de dosimetria altera o Código Penal e tem impacto direto em milhares de sentenças anuais.
No mesmo pronunciamento, o presidente do Senado lembrou que a decisão final sobre a abertura ou não de CPI cabe ao colegiado de líderes, não a acordos individuais.
“Ele é um mitômano de marca maior”, disparou Alcolumbre, referindo-se a Valdemar Costa Neto diante de todo o plenário.
Por que a dosimetria importa para o sistema penal
A proposta que motivou o atrito define critérios objetivos para a aplicação de penas, tema que o Conselho Nacional de Justiça aponta como fundamental para reduzir disparidades — hoje, segundo relatório anual do CNJ, mais de 40% das revisões criminais envolvem questionamentos sobre a dosimetria.
Já a CPI do Banco Master, se instalada, teria poder de convocar executivos e quebrar sigilos, seguindo o rito previsto na Constituição. Desde 1988, o Senado instaurou 31 CPIs, das quais apenas 9 chegaram a relatório final aprovado, mostram dados da Secretaria-Geral da Mesa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal
