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Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 10 de abril de 2026, o recolhimento imediato do lote 0108 do alecrim seco da marca Nati Sul, após exames laboratoriais comprovarem a presença de insetos vivos e resíduos animais, configurando risco direto ao consumidor.
- Em resumo: Lote 0108 foi interditado por contaminação por artrópodes e pelos de origem não identificada.
Por que o lote foi vetado
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e se baseou em laudo do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen-SC). O documento atestou falhas graves nas boas práticas de fabricação previstas na RDC 275/2002 da Anvisa, que define critérios de higiene para produtos alimentícios.
Ao constatar a infração, a Anvisa proibiu a fabricação, distribuição, comercialização e consumo do lote em todo o território nacional, medida que, segundo o órgão, busca evitar surtos de toxinfecção alimentar associados a ervas malprocessadas.
“Presença de insetos vivos (infestação) e de pelo inteiro e fragmento de pelo de animal não identificado”, apontou o Lacen-SC.
Risco sanitário e histórico de recalls
Ervas secas são classificadas como alimentos de baixo teor de umidade, porém suscetíveis à contaminação cruzada durante a secagem e o envase. Dados públicos da Anvisa mostram que, somente em 2025, 27% das interdições de produtos vegetais envolveram especiarias com infestação de artrópodes.
A Organização Mundial da Saúde adverte que fragmentos de insetos podem conter microrganismos patogênicos, elevando o risco de alergias e infecções intestinais. Por isso, especialistas recomendam observar a integridade da embalagem e a presença do selo do Serviço de Inspeção antes da compra.

Consumidores que adquiriram o lote 0108 devem interromper o uso e contatar a empresa para reembolso ou descarte seguro. Reclamações podem ser registradas no Sistema de Informação de Vigilância Sanitária (Notivisa) ou no canal do Procon local.
O que você acha? Você costuma conferir a procedência das ervas que compra? Para mais reportagens sobre segurança de alimentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Freepik





