Alerta do IBGE: 30% dos jovens relatam tristeza constante
BRASÍLIA – A mais recente edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe-2024) traz um diagnóstico urgente: quase um terço dos estudantes de 13 a 17 anos admite sentir tristeza na maior parte do tempo, cenário que reforça a pressão sobre famílias, escolas e serviços de saúde mental.
- Em resumo: 30% vivem tristes e 18,5% questionam se a vida vale a pena.
Sintomas em alta: por que a escola virou termômetro
O levantamento ouviu 118.099 adolescentes de 4.167 escolas públicas e particulares. Entre eles, 42,9% disseram ficar irritados ou nervosos por “qualquer coisa”, um indicativo de ansiedade que, segundo o IBGE, pode evoluir para quadros depressivos.
Especialistas lembram que a sala de aula costuma ser o primeiro espaço onde mudanças de comportamento aparecem, o que exige capacitação de professores para identificar sinais precoces e ativar a rede de proteção.
“Quando o humor deprimido se prolonga por mais de duas semanas, é sinal de alerta clínico”, aponta a cartilha do Ministério da Saúde sobre prevenção ao suicídio.
Contexto além dos números: o risco de suicídio juvenil no país
O Atlas da Violência 2023 mostra que as mortes por lesão autoprovocada entre jovens de 15 a 19 anos cresceram 45% na última década, colocando o Brasil entre os dez países com maior número absoluto de suicídios na faixa etária, segundo a OMS.

Para a psicóloga Mariana Costa, políticas públicas devem ir além de campanhas pontuais como o “Setembro Amarelo”. Ela defende acompanhamento contínuo, ampliação de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e abordagem socioemocional prevista na Base Nacional Comum Curricular.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE
