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segunda-feira, abril 6, 2026

Alerta no Ceará: 95% das mulheres temem sofrer violência

Alerta no Ceará: 95% das mulheres temem sofrer violência

Fortaleza, Ceará – Divulgada em 6 de abril, a pesquisa “Mulher Coragem” revela um cenário alarmante: 95% das mulheres cearenses dizem ter medo de sofrer algum tipo de violência, da sexual à psicológica. O levantamento, feito pela Ipsos-Ipec com 2.032 entrevistadas em 77 municípios, escancara que o pavor é acompanhado de realidade: mais da metade já foi vítima de agressões.

  • Em resumo: Violência sexual lidera os temores, e a impunidade dos agressores é vista como principal combustível da crise.

Entenda a raiz do medo coletivo

A cada dez mulheres ouvidas, seis afirmam temer violência sexual, como assédio e estupro; quase metade cita agressões físicas. O receio não é infundado: 28% relatam já ter sofrido violência psicológica e 16% agressões físicas, índices próximos ao recorte nacional do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública alertam que o Ceará figura entre os estados com maior crescimento de crimes contra a mulher desde 2020, mesmo com a ampliação de Delegacias da Mulher e do canal 180.

“O medo de sofrer violência sexual atinge 61% das entrevistadas e coloca o assédio como o maior fantasma para as cearenses”, destaca o estudo.

Impunidade e machismo ampliam o risco real

Para 37% das participantes, a sensação de impunidade faz com que agressores se sintam livres para reincidir. Em seguida vêm pouco policiamento (29%) e a cultura machista (28%), percepção ainda mais forte entre jovens de 16 a 24 anos, faixa em que o índice sobe para 37%.

De acordo com o Atlas da Violência 2026, 70% dos feminicídios no Nordeste ocorrem dentro de casa, evidenciando a urgência por políticas de prevenção e proteção no ambiente doméstico – local em que 24% das cearenses temem agressões múltiplas.

O estudo também mostra mudança de rotina: 40% evitam sair sozinhas à noite e 50% relatam medo de estupro durante corridas de aplicativo. A psicóloga Marília Torquato aponta que a “vigilância permanente” gera impactos diretos na saúde mental, provocando ansiedade e isolamento social.

O que você acha? Medidas como aumento de policiamento e penas mais duras dariam conta de reduzir esse medo? Para mais análises sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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