Alerta zoonótico faz Quixadá reforçar vacinação bovina
Quixadá/CE – Em plena “Terra dos Monólitos”, uma capacitação relâmpago colocou em pauta o risco de brucelose e tuberculose bovina, doenças capazes de saltar do curral para a mesa do consumidor. A aula prática, realizada recentemente pela Secretaria de Agricultura Familiar com apoio da Aprece, mirou gestores e produtores locais que lidam diariamente com um rebanho superior a 30 mil cabeças.
- Em resumo: Curso ensina técnicas de vacinação e manejo para bloquear doenças que também atacam humanos.
Por que a brucelose preocupa a saúde pública?
Segundo o Ministério da Agricultura, a brucelose afeta cerca de 1,3% do rebanho nacional e pode ser transmitida ao homem pelo consumo de leite cru ou carne mal passada.
O encontro em Quixadá destacou protocolos de vacinação em bezerras de 3 a 8 meses, armazenamento de doses em caixas térmicas e uso de agulhas exclusivas para cada animal — práticas obrigatórias pela Instrução Normativa nº 10/2017.
“Durante o encontro, foram abordados temas como a vacinação adequada dos animais, manejo e marcação do rebanho, formas corretas de aplicação e armazenamento das vacinas, além dos riscos de contaminação em humanos e as principais formas de prevenção.”
Custos escondidos e ganhos possíveis
Cálculos da Embrapa indicam que um surto de brucelose pode derrubar em até 25% a produtividade de leite por vaca, impactando diretamente o bolso do pequeno produtor.

Já a Organização Mundial da Saúde alerta que, sem controle, as zoonoses geram gastos anuais de US$ 600 milhões em saúde pública na América Latina. Capacitações como a de Quixadá, portanto, funcionam como seguro técnico e financeiro para o campo.
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Crédito da imagem: Divulgação





